Coliving: entenda do que se trata essa nova tendência de espaço compartilhado

Você já ouviu falar do coliving? Esta é uma prática que, principalmente nas grandes cidades, está se tornando cada vez mais comum. Morar com pessoas desconhecidas pode lhe parecer estranho, pois, não é qualquer um que consegue conviver com manias e hábitos diversificados, não é mesmo? Vamos agora à definição deste termo, o seu funcionamento, daremos alguns exemplos de lugares onde a prática do coliving já existe e mencionarmos algumas dicas para aqueles que desejam experimentar este modelo de espaço. Siga a leitura!

O que é coliving?

Coliving é um espaço, podendo ser uma casa ou apartamento, onde diferentes pessoas compartilham a moradia. A motivação inicial é a divisão de gastos, porém, esta atividade move outros aspectos das relações humanas.

A expansão das cidades ocasionou uma individualização dos espaços, embora viver em comunidade nunca tenha soado estranho às pessoas, devido, talvez, ao fato de tratar-se de um ser social por excelência.  Em resposta a esse movimento, a proposta do coliving propicia a convivência e a socialização, de maneira intencional e participativa.

Você acha que a prática do coliving é nova? Saiba que é uma prática antiga, embora seja uma tendência atual. Na década de 70, na Dinamarca, na época do movimento hippie, as ideias de colaboração e de interação surgiram com o cohousing, onde comunidades preservavam suas moradias privadas e compartilhavam espaços de convivência.

Afinal, como se dá o funcionamento de um  coliving? É o que veremos a seguir. Prossiga na leitura!

Como funciona?

Não pense que coliving é pura desorganização, muito pelo contrário. Cada pessoa tem o seu quarto, porém, os outros locais são ambientes compartilhados: sala, cozinha, lavanderia e área de lazer. Sendo assim, as rotinas de manutenção das moradias, são atividades que integram a divisão de tarefas, assim como controlar os gastos e pagar as contas.

O compartilhamento de espaços, equipamentos e objetos equivale a uma prática da economia colaborativa por fortalecer o consumo de maneira consciente e diminuir os desperdícios.

O coliving vai além das responsabilidades. Para evitar uma convivência, às vezes, conflituosa, nada melhor do que introduzir momentos que levem à descontração. A integração promove a interação entre os moradores e tende a inibir a ocorrência de conflitos.

Você já pensou nos princípios básicos para a moradia compartilhada? São eles: colaboração, integração e sustentabilidade.

Quanto aos espaços do coliving, eles podem ter diversificadas configurações: exclusivamente residenciais ou integrados a um coworking, instalados em uma casa ou em um edifício inteiro, e podem também ser criado por empresas ou grupos de amigos.

É importante que o local seja voltado para o compartilhamento e convivência, independente do seu formato. Nesse sentido, ambientes planejados tendem a favorecer tanto o individual quanto o coletivo.

No momento atual, há o reconhecimento de que compartilhar é uma tendência. É quase uma necessidade pública o compartilhamento de moradia. Pois, você economiza não só o dinheiro, como também algumas despesas básicas com os outros moradores. A economia de espaço é outra necessidade que se impõe.

O crescimento das cidades impôs a verticalização das moradias. O aumento da população aconteceu inversamente proporcional ao espaço disponível. Os espaços compartilhados para moradia contribuem para a economia colaborativa, em que áreas comuns são compartilhadas por grupos diversificados.

As pessoas, em geral, acreditam que o coliving é um modelo de moradia destinado somente para jovens, solteiros e divorciados. Sem dúvidas, ter afinidade com o esquema de compartilhar é primordial, mas nada impede que a adesão a este modelo seja também de variados grupos: idosos, famílias, profissionais e estudantes. O que importa é a existência de harmonia entre os moradores e, principalmente, o interesse em colaborar uns com os outros, para garantir a sustentabilidade.

Esse modelo de moradia pode interessar até mesmo grupos profissionais. Por exemplo, empresas que migram profissionais de suas cidades natais para realizarem projetos, podem agregar valor aos seus negócios aderindo ao coliving.

Aonde o coliving já é realidade?

Vamos agora dar exemplos de lugares onde a prática do coliving já existe. Continue conosco!

  1. – Nos Estados Unidos há empresas que prestam o serviço de colivings em diferentes localidades, como Nova York, Chicago, Washington, dentre outras, para estudantes, profissionais de diferentes áreas, solteiros ou casados.
  2. – Em São Paulo, no Pacaembu, casarões antigos já são habitados por grupos, que compartilham o aluguel, localização e as mordomias, de modo autônomo, sem a participação de grandes empresas de administração.
  3. – Além de casas coletivas, está projetada em São Paulo a construção de um edifício de coliving, em um prédio de 13 andares, que irá abrigar não só moradores, mas também um coworking e um restaurante.
  4. – Em Porto Alegre, há estudos para instalação de moradias colaborativas, desde 2014, com o objetivo de oferecer estúdios, equipamentos compartilhados, coworking e área de convivência integrados.
  5. – Em Santos (SP), existe uma “república de velhinhos”, desde 1995, o que exemplifica que a terceira idade está aderindo ao modelo do coliving.

Dicas importantes

É oportuno mencionarmos algumas dicas para aqueles que desejam experimentar o coliving:

  1. – Encontrar pessoas que queiram compartilhar a moradia.
  2. – Selecionar o local, de acordo com as vontades predominantes no grupo constituído.
  3. – Avaliar com clareza e objetividade, as condições financeiras do grupo.
  4. – Definir os espaços para celebrações e convivência, evitando o excesso de regras.
  5. – Focar no social e nos princípios: colaboração, integração e sustentabilidade.

Considerando a natureza social do ser humano e relacionando-a a costumes, espaço e tempo, percebe-se que nos diferentes estágios da vida necessita-se de uma solução para o desafio de não morar só. Os estudantes substituíram as repúblicas pelo coliving, as famílias já habitam os condomínios residenciais e muitos idosos já vivem em moradias compartilhadas. Isso demonstra que o movimento para a moradia compartilhada está em expansão, por ser um mecanismo para atender muitas de nossas necessidades básicas.

Gostou do nosso post? Se você leu o nosso artigo referente ao coworking, percebeu a relação existente entre espaços de trabalho compartilhado e o coliving? Até a próxima!

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